São Paulo MITSP recupera espetáculos para sessão online

Postado por : Canal Aberto Assessoria de Imprensa - Daniele

Informações

A MITsp vai retomar a apresentação dos trabalhos cancelados da MITbr por causa do fechamento dos teatros da prefeitura. Será uma MITbr na Quarentena.

Serão exibidos na íntegra 3 espetáculos selecionados da MITbr e, além destes, mais outros 2 os artistas farão lives nos perfis dos teatros da SMC no Instagram.

São espetáculos de Salvador, Manaus e Teresina, disponíveis no YT da SMC no período de 22 a 28 de maio.

As lives serão de 21 a 31 de maio.

 

Serviço

Os vídeos na íntegra dos espetáculos EntrelinhasRecolon e tReta estarão disponíveis no canal do Youtube da SMC (/smcsaopaulo), no período de 22 a 28 de maio de 2020.

 

Veja abaixo a relação das lives nas respectivas redes sociais dos Teatros da Prefeitura:

 

LIVE Entrelinhas - 21 e 22 de maio, às 20h.

Teatro Cacilda Becker / @teatrocacildabecker

Convidada: Grace Passô.

 

LIVE Recolon - 30 de maio, às 21h e 31 de maio, às 19h.

Teatro Paulo Eiró / @teatropauloeirosp no IG / /teatropauloeiro no FB

Convidado: Francis Wilker.

 

LIVE tReta - 22 de maio, às 21h e 24 de maio, às 19h.

Teatro Arthur de Azevedo / @teatroarthurazevedosp

Convidado: Alejandro Ahmed.

 

LIVE violento. - 29 de maio, às 21h.

Teatro Alfredo Mesquita / @teatroalfredomesquita

Convidada: Grace Passô.

 

LIVE ZOO - 23 de maio, às 21h e 24 de maio, às 18h.

Teatro João Caetano / @teatrojoaocaetanosp

Convidado: Alejandro Ahmed.

 

Sinopses e fichas técnicas dos espetáculos que farão lives e terão vídeos exibidos na íntegra:

 

Entrelinhas - Coletivo Ponto Art

SALVADOR/BA, 2012 | 35min | CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA 18 anos

Num diálogo entre o passado e o presente, o espetáculo discute a violência contra a mulher e evidencia como a voz da mulher negra é historicamente silenciada dentro de uma sociedade opressora, machista e de mentalidade escravocrata – e que, assim, fomenta a violência. A coreógrafa e intérprete Jaqueline Elesbão costura uma narrativa essencialmente visual, quase sem palavras, que apresenta uma série de imagens e referências históricas (símbolos determinantes à existência feminina). Em cena, a artista traz objetos como uma máscara de flandres – usada durante o período de escravidão brasileiro, para impedir os servos de ingerirem alimentos e bebidas, e lembrada na imagem da serva Anastácia, submetida a sessões de tortura enquanto o artefato lhe cobria a boca. Alternando-se entre as figuras de vítima e algoz, Elesbão também expõe elementos religiosos e indumentárias femininas, como o sutiã e o salto alto, ícones de liberdade e amarra do corpo da mulher.

 

FICHA TÉCNICA | COREÓGRAFA E INTÉRPRETE Jaqueline Elesbão PRODUÇÃO Nai Meneses SONOPLASTIA Anderson Gavião ILUMINAÇÃO Robson Poeta CONFECÇÃO DE FIGURINO Luiz Santana

 

Recolon - Coletivo Mona

MANAUS/AM, 2016 | 50min | CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA 12 anos

Os impactos ambientais e humanos causados pelas construções de usinas hidrelétricas na bacia do Rio Madeira, em Rondônia, foram o ponto de partida para o artista manauara Leonardo Scantbelruy criar o solo, primeiro trabalho do Coletivo Mona. O performer manipula elementos simbólicos e regionais para investigar o risco da vida na Amazônia, marcadas por ciclos de colonização. Inspirado pelo trabalho do pintor e escultor Olivier de Sagazan e da coreógrafa Elisa Schmidt, o intérprete utiliza uma pasta de mandioca para se desconfigurar gradativamente e investigar por meio de metáforas corporais o estado emocional e psicológico de um corpo atravessado por um choque ambiental que viola inúmeros direitos.

FICHA TÉCNICA | CONCEPÇÃO, DIREÇÃO E PERFORMANCE Leonardo Scantbelruy INTERLOCUÇÃO Gilca Lobo e Elisa Schmidt ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO Francisco Rider ILUMINAÇÃO E SONOPLASTIA Daniel Braz
FIGURINO Preta Scantbelruy APOIO Coletivo Mona, Movimento Levante MAO e Coletivo Difusão

tReta - Original Bomber Crew

TERESINA/PI, 2018 | 60min | CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA 16 anos

As várias "tretas" enfrentadas diariamente por jovens periféricos, refugiados e minorias em geral foram a base de trabalho do grupo Original Bomber Crew. "Tretas" da política, do patriarcado, do colonialismo e da batalha de breaking que geram embates pela sobrevivência. Os artistas criadores do espetáculo performam próximos ao público e acompanhados de uma sonoridade metálica, densa e urbana. A violência do Brasil e a realidade de corpos considerados descartáveis mundo afora são expressas nos movimentos com elementos do breaking e do hip-hop. A obra é um conflito, uma explosão, um ato premeditado para envolver o outro.

FICHA TÉCNICA | CONCEPÇÃO Allexandre Santos e Cesar Costa DIREÇÃO Allexandre Santos CRIAÇÃO E PERFORMANCE Allexandre Santos, Cesar Costa, Javé Montuchô, Malcom Jefferson, Maurício Pokemon e Phillip Marinho CONCEPÇÃO MUSICAL César Costa e Javé Montuchô COORDENAÇÃO TÉCNICA E DESENHO DE LUZ Javé Montuchô FOTOGRAFIA Maurício Pokemon ASSISTÊNCIA ADMINISTRATIVA Humilde Alves DIREÇÃO DE PRODUÇÃO Regina Veloso/CAMPO Arte Contemporânea AGRADECIMENTOS Artur, Cleydinha, Neném, Fedó, Jell, Pangu, Pangulim, WG, Gui Fontineles e Marcelo Evelin Obra elaborada em Teresina (PI) durante residências de pesquisa e criação na Casa de Hip Hop (2017 e 2018), Espaço Balde (2018) e CAMPO Arte Contemporânea (2017 e 2018)

 

 

 

Espetáculos em que os artistas criadores farão lives nos perfis dos teatros municipais, sem exibição do vídeo na íntegra:

LIVE sobre violento. - Preto Amparo, Alexandre de Sena, Grazi Medrado, Pablo Bernardo

BELO HORIZONTE/MG, 2017 | 60min | CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA 16 anos

O solo de Preto Amparo propõe a descolonização do olhar sobre corpo negro – isto é, uma mudança sobre essa leitura que, historicamente, ratifica violências. O espetáculo se apropria dessas violências como artifício estético e criativo para rasurá-las, perfurá-las e reconfigurá-las. Utilizando elementos como uma viatura policial de brinquedo, um saco de café e um pacote de pipoca, as cenas se desenham pelo percurso de um jovem negro na sociedade, atingido por abordagens policiais, pelo genocídio em curso e pela hipersexualização de seu corpo. Isso acrescido de elementos urbanos e ritos de passagens contemporâneos. Propondo um diálogo entre a ancestralidade e a vida do jovem negro urbano, o performer produz uma experiência que busca novas possibilidades de se pensar a estética negra no âmbito cênico, artístico e cultural.

FICHA TÉCNICA | ATUAÇÃO Preto Amparo DIREÇÃO Alexandre De Sena DRAMATURGIA Alexandre de Sena e Preto Amparo PRODUÇÃO Grazi Medrado REGISTRO EM FOTO E VÍDEO Pablo Bernardo 

ILUMINAÇÃO Preto Amparo PREPARAÇÃO CORPORAL Wallison Culu/Cia Fusion De Danças Urbanas

ASSESSORIA DE TRILHA SONORA Barulhista

 

LIVE sobre ZOO - Macaquinhos

SÃO PAULO/SP, 2018 | 60min | CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA 18 anos

Uma festa mal acabada, rastros de intimidade pelo espaço e trechos de uma suruba musical carregam o ambiente. O mais recente trabalho do Macaquinhos é uma instalação performativa que desencanta os zoológicos humanos realizados em países colonizadores da Europa durante o século 20. O coletivo continua sua pesquisa que fricciona corpo, política e os limites de linguagens estéticas contemporâneas e utiliza como provocação a pergunta "O que há de Norte em cada um de nós?". Convidado a criar o trabalho pelo Künstlerhaus Mousonturm e pelo Festival I*mpossible Bodies, na Alemanha, o grupo propõe uma experiência de ressaca colonial compartilhada entre performers e visitantes. É um ambiente sensorial carregado de cheiros e sons, um lugar para expectativas que questiona o que é doméstico e o que é espetacular.

 

FICHA TÉCNICA | CRIAÇÃO, DIREÇÃO E PERFORMANCE Andrez Lean Ghizze, Caio, Danib.a.r.r.a, Feliz, Kupalua, Luiz Gustavo, Marine Sigaut e Rosangela Sulidade ILUMINAÇÃO Helô Duran e Lucas Brandão

COLABORAÇÃO ARTÍSTICA Carol Mendonça, Elisa Liepsch e Kontouriotis PRODUÇÃO EXECUTIVA Corpo Rastreado COPRODUÇÃO Künstlerhaus Mousonturm Frankfurt APOIO Programa de Residência Artística Obras em Construção, Casa das Caldeiras, Residência Artística Instituto Terra Luminous, Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo e Frankfurt LAB AGRADECIMENTOS Alessandra Domingues, Guilherme Godoy, François Pisapia, José Fernando Peixoto, Marcelo Evelin, Teresa Moura Neves, Yuri Tripodi e todxs xs participantes do Experimento Milgrau

Data da publicação: 19/05/2020
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