Eriberto Leão fala de mensagens que recebe do público sobre Samuel, de 'O outro lado do paraíso'

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Postado em: 11 / 01 / 2018 [12:59 pm]

 
 
Samuel, personagem de Eriberto Leão em 'O outro lado do paraíso', bem que tentou esconder. Mas aos poucos, está vendo sua vida dupla ser descoberta.
 
Primeiro, foi a vilã Sophia (Marieta Severo). Depois, sua mãe, Adineia (Ana Lúcia Torres). E sua mulher, Suzy (Ellen Rocche), será a próxima a descobrir que o marido é gay e tem um caso com o motorista Cido (Rafael Zulu).
 
Eriberto contou que, desde o início da novela, tem recebido mensagens de pessoas que se identificam com a história ou que conhecem casos semelhantes.
 
“Eram casados e depois se assumiram. Contam que foi muito difícil no início, mas que valeu muito a pena. São mensagens de pessoas que se identificam com o personagem, que estão vivendo ou já viveram essa história. E elogiando por acharem que eles conhecem pessoas iguais ao personagem ou que eles são assim”, conta o ator.
 
Eriberto conta que, ao construir o personagem, “saltou de um precipício, confiando muito no autor e na direção e tendo muito cuidado em fazer tudo com muita verdade”.
 
E mesmo após quase três meses da estreia da novela, ele segue com sua opinião sobre Samuel ser o personagem mais difícil de sua carreira. “Em termos de camada, de lugares que também vou descobrindo junto com o público, junto com os capítulos que chegam, junto com a direção”.
 
Eriberto ainda falou sobre o fato de Samuel ser flagrado usando lingeries durante seus encontros com Cido.
 
“Acho um grande gol do Walcyr Carrasco (autor da novela) e do Mauro (Mendonça Filho, diretor). Se você reprime o tempo inteiro sua sexualidade, quando você pode ser aquilo que você realmente é, óbvio que aquilo é potencializado. Esse lado dele transborda", explica.
 
"Ao invés de ser mais equilibrado, transborda. Aí ele quer virar essa pessoa que está dentro dele, que grita desesperadamente para existir, mas é impedido. Quando pode existir, é uma potência".
 
"Acredito que o fetiche do Samuel é muito mais potencializado por isso. E quando ele, mesmo à revelia, for obrigado a se mostrar para a sociedade como ele realmente é, minha intuição é que ele vai se equilibrar nesse fetiche.”
 
Fonte: G1