São Paulo "A Lâmpada Do Berro": peça online infantil, reflete sobre dor e perda

Postado por : Corleone Assessoria de Imprensa

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Como tratar de questões tão profundas e filosóficas com as crianças? As relações vida-morte e claro-escuro, as dualidades da vida. É permeando essas reflexões que se constrói o espetáculo A Lâmpada Do Berro, que faz apresentações online nos dias 16, 17, 18 e 19 de abril, de sexta a segunda-feira, com sessões às 11h e às 16h. A transmissão é gratuita pelo Youtube no Canal da Luzamba Iluminação e Sonoridade. A montagem tem direção de Beatriz Nauali e atuação de Everson George Dos Santos.

Esse projeto é uma colaboração entre Beatriz Nauali, o Coletivo Luzamba e a Romã Atômica.  Na trama, a “lâmpada do berro” acende. Ela avisa ao povo que um dos seus está triste. Esse alguém é Zazi. Em meio à dor da perda, sua solidão e confusão, o protagonista se pergunta: A luz fala? Por que acende somente nos momentos de dor? Afinal, quem acende a luz? A partir desse momento, ele decide ir até ela, começando uma longa jornada na busca por respostas que ninguém nunca procurou. No caminho encontra presenças luminosas, vozes no escuro, amizades que lhe ajudarão em sua jornada. 

Zazi é uma criança muito querida em sua comunidade, que é muito alegre e festeira, e possui uma peculiaridade que não é mero detalhe: vive sob uma constante escuridão. Ao contrário do senso comum, isso não é para seu povo motivo de tristeza ou medo. No local, há ainda uma lenda antiga que versa sobre uma luz - elemento que poucos em seu povo conhece - que acende no horizonte somente quando alguém está profundamente e constantemente triste.  Essa luz é chamada de “lâmpada do berro”, pois de acordo com seus anciões a pessoa que está triste é silenciosa por fora e barulhenta por dentro, e somente a lâmpada seria capaz de ouvir seus gritos de tristeza; assim, por meio de seu brilho, avisaria a comunidade para que ajudassem aquele que entre os seus está em sofrimento.  

A iluminação do espetáculo é vital para a instauração de tempo, espaço e atmosfera; atua como se fosse uma personagem, ou a narradora da jornada de Zazi. A produção aposta em uma direção para um teatro infantil que proponha uma conversa não hierarquizada, mas cheia de imaginação e criatividade.  “A história mostra que a morte é inerente à vida, não necessariamente ruim, e de que as crianças precisam entender o sentimento de perda, porque ele é inevitável ao longo de nossa jornada no mundo. Além disso, revela que atribuir valor de “bom” ao que é “claro” e “ruim” ao que é “escuro”, pode desdobrar numa visão maniqueísta e polarizada do mundo, como se não houvesse misturas, contradições e complexidades maiores”, ressalta Beatriz Nauali. 

O projeto disponibilizará versões do vídeo-espetáculo com legendas, audiodescrição e tradução em libras..

Data da publicação: 05/04/2021
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