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SMASH: um deleite para os fãs de musicais!

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Está prestes a estrear nos EUA uma nova série musical, que alguns consideram como a rival de Glee, mas que de semelhança mesmo só tem o gênero. Smash é uma produção de Steven Spielberg e Craig Zadan e Neil Meron (produtores de Chicago e Hairspray) e começa 2012 sendo uma das mais aguardadas séries do ano.

Ambientada no universo dos bastidores da Broadway, a trama reproduz com fidelidade a vida de atores, produtores e diretores de musicais da broadway, desde audições, concepções de idéias e composição de músicas, um prato cheio para os profissionais que trabalham com musical no Brasil.

O elenco é outro destaque, trazendo Debra Messing (Will & Grace) e Anjelica Huston (Os Imorais e A Família Adams), o que já é um grande atrativo para o grande público. Na parte musical temos a excelente Katharine McPhee, finalista do American Idol, que já fez participações em algumas séries e filmes. O ator Christian Borle, mais conhecido pelos fãs de teatro musical, participou de produções na Broadway como Legalmente Loira: O Musical e Spamalot. Assim como em Glee, podemos esperar participações de figuras conhecidas da Broadway.

Basicamente, a história se desenrola na produção de um musical sobre Marilyn Monroe, um bom musical, já que todos os outros feitos a respeito da atriz, fracassaram. Para apimentar a história, dramas pessoais e problemas de produção, como dinheiro e investidores, além do estrelismo e falta de noção por parte de alguns atores ilustrados na série.

Assistindo o piloto, é seguro dizer para os fãs do Glee, que não esperem dramas adolescentes e músicas pop revisitadas. Smash mostrou ser um programa mais maduro, quase que documental, sobre a realidade das produções musicais em Nova York. Para os fãs do gênero, com certeza mais uma série viciante. Para os profissionais do teatro musical brasileiro, mais uma referência em excelência, técnica e profissionalismo.

Aqui no Guia do Ator, você fica por dentro dos melhores cursos para Teatro Musical no mercado, além de anúncios de audições para as maiores produções vindas da Broadway e de montagens 100% nacionais! Além disso, a TV Guia do Ator apresenta duas séries de programas voltadas para os atores do Teatro Musical: A Voz e Consciência Corporal e Dança. Não deixe de Assistir!


Abaixo, seguem os links do trailer da série Smash e dos programas da TV Guia do Ator:

Teaser SMASH no Universal Channel

Trailer SMASH em Inglês

TV Guia do Ator: A Voz - Episódio 1

TV Guia do Ator: Consciência Corporal e Dança - Episódio 1

 

Por Rafael Pucca

 

Guia do Ator - www.guiadoator.com.br

Em 2012: REALIZE!

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Ano vai, ano vem, e as mesmas tradições e resoluções se repetem. Muitas delas são esquecidas, algumas sobrevivem até a próxima virada e umas poucas conseguem se realizar. Junto disto, vem a esperança de mais oportunidades de trabalho, uma peça bacana, uma ponta na novela ou ser escalado pra um filme. A gente já conhece este enredo...

Agora, aproveitando toda expectativa em volta do ano de 2012, é chegada a hora de colocar a mão na massa! Sim, parar de correr atrás dos seus sonhos em outros lugares e começar a construí-los a partir da sua alma, do seu coração, do seu intelecto. Quem nasce com alma de artista, pode e deve acima de tudo, criar!

Verdade seja dita, vivemos em tempos cada vez mais dinâmicos e superficiais, onde a conectividade e a interatividade acabam provocando uma dispersão constante nos nossos cérebros. Quem foge do bombardeio de futilidades da TV, acaba voltando sua atenção para as bobagens da Internet, caso não seja cauteloso. Distrações temos aos montes. Talvez, o mais complicado seja achar um foco, um centro, algo que nos guie e nos discipline, que nos faça construir.

No meio de algumas pesquisas pessoais, acabo achando produções de qualidade bem duvidosa, com atuações sofríveis e ideias esdrúxulas. Pois é, é fácil julgar, quando já se viveu um tempo razoável neste mercado. Difícil é reconhecer que, mesmo com algo que pode não agradar aos olhos mais atentos, as pessoas por trás destas produções foram fiéis aos seus sonhos, suas ideias e fizeram acontecer. Pode ser que sejam pessoas com menos formação técnica, ou apenas em aprendizado no início da carreira, mas a verdade é que elas pararam de esperar a primeira aprovação em um teste, ou que alguém fosse descobrir o seu real talento.

Então, aproveita que o ano está começando e faça acontecer! Acredite nas suas ideias, nos seus sonhos! Temos o ano inteiro pela frente! Ou melhor ainda, temos o dia inteiro pela frente! Hora de começar.

Aproveitando o gancho, assistam à primeira edição da TV Guia do Ator de 2012, que mostra como funcionam algumas escolas de produção audivisual e cinema, onde você pode encontrar um caminho para começar a construir seus sonhos.

Além disso, apenas para citar um exemplo, segue o link para o curta-metragem que o ator Vin Diesel (Triplo X, Velozes e Furiosos) escreveu, dirigiu e atuou, antes de conseguir o seu primeiro papel em uma grande produção. No caso, as habilidades do ator chamaram a atenção do diretor Steven Spielberg, que ficou impressionado com as habilidades do ator e criou um personagem para ele no filme "O Resgate do Soldado Ryan".

TV Guia do Ator - Como funcionam as escolas de produção audivisual

Curta-metragem "Multi-facial", de Vin Diesel

 

Rafael Pucca

Redação TV Guia do Ator

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Facilitadores da Produção Artística

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A Lei de Incentivo à Cultura, conhecida como Lei Rouanet, ajuda atores e produtores desde a data de sua formulação.

 

A lei, de número 8.313, datada de 23 de dezembro de 1991, conhecida como lei de Incentivo à Cultura ou Lei Rouanet, é destinada a incentivar a produção artística no Brasil. Através de sua política de incentivos fiscais, pessoas físicas e jurídicas podem contribuir para o desenvolvimento artístico e cultural no país. Esse mecanismo dá a possibilidade de investimento de parte do imposto de renda em projetos aprovados pelo Ministério da Cultura, o MinC.

 

O incentivo a essas iniciativas culturais pode ser feito por meio de doação ou patrocínio. Somente pessoas físicas ou pessoas jurídicas sem fins lucrativos podem receber doações e, nessa modalidade, qualquer tipo de promoção do doador é proibido.

 

Para os investimentos de pessoas físicas os benefícios são, principalmente, a possibilidade de dedução do imposto de renda devido 80% do somatório das doações ou 60% do somatório dos patrocínios. Já as pessoas jurídicas, tributadas com base no lucro real, presumido ou arbitrado podem deduzir do imposto de renda devido 40% da quantia somada em doações ou 30% da patrocinada. Essa dedução não deve ultrapassar 6% do imposto declarado no caso da pessoa física e 4% na jurídica.

 

O incentivo amparado pela lei Rouanet pode ser solicitado por artistas, produtores, técnicos atuantes na área cultural, fundações e organizações de natureza cultural, organizações não governamentais, cooperativas e empresas com ou sem fins lucrativos atuantes na área.

 

A proposta para incentivo pode se pautar em diversos segmentos como teatro, dança, circo, música, literatura, artes plásticas ou gráficas, artesanato, museus e acervos de patrimônio cultural ou programas de TV e rádio, festivais nacionais ou qualquer acervo de patrimônio audiovisual.

 

O MinC analisa as propostas e aprova as que julga pertinentes à lei. Uma vez aprovado, o titular do projeto pode captar recursos com cidadãos ou empresas, chamados de incentivadores.  Qualquer proposta pode se beneficiar do patrocínio, onde é permitida a publicidade do apoio, com identificação do patrocinador.

 

Outro mecanismo importante da Lei Rouanet é o Fundo Nacional de Cultura (FNC). Ele se constitui de recursos destinados exclusivamente à execução de programas, projetos ou ações culturais. Com os recursos captados por esse mecanismo, o MinC pode conceder prêmios, realizar intercâmbios culturais e apoiar projetos que não são enquadrados em programas específicos, porém possuem afinidade com a área cultural e são relevantes.

 

Para receber apoio do fundo, as propostas são selecionadas por meio de processos seletivos realizados pela Secretaria de Incentivo e Fomento à Cultura, a Sefic.

 

Em 2010 a Lei Rouanet foi levada novamente ao Congresso, dando procedimento a algumas emendas e mudanças, entre as quais está incluída a criação do Fundo das Artes Cênicas. Este, ainda inexistente, só será possível após ter sido feita uma grande pressão por parte das categorias ligadas ao teatro e à dança no Ministério da Cultura.

 

No geral, a mudanças na Lei Rouanet visam democratizar o incentivo fiscal, tanto o vindo de pessoas jurídicas quanto de pessoas físicas, colocando, porém, critérios menos vagos para a escolha dos incluídos no programa de patrocínio, não permitindo uma distribuição aleatória de recursos.

 

O fato de o patrocínio cultural ser uma forma de isenção tributária e descontar parte do imposto de renda anual acaba sendo um atrativo para grandes empresas, que lucram, geralmente, em cima da visibilidade por serem  investidores  de cultura, além da já citada isenção tributária. No entanto, a Petrobrás, o Banco do Brasil e o BNDES, atualmente são as principais empresas com maior porcentagem de investimentos em cultura. O que faz com que tanto os beneficiados quanto os novos investidores sofram com uma burocracia que trava grande parte dos novos fundos.

 

Na área das artes cênicas, a Lei Rouanet passou a ter mais espaço, com o Fundo de Incentivo às Artes Cênicas os interesses visam os editais de projetos mais baratos, garantido uma maior acessibilidade tanto do público como do próprio investidor: quanto menor for o preço do ingresso, maior a possibilidade de ser financiado pela nova lei.

 

Por Jessica Orsini (Guia do Ator), Caroline Rocha e Helena Tarozzo

 

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Além do texto

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Recentemente, comecei a ler "Hamlet", de William Shakespeare. Caso não saiba de quem se trata, sugiro pesquisar. Não que eu seja um profundo conhecedor de Shakespeare, tanto que esta é a primeira obra sua que estou lendo, mas já percebo o porquê ele é considerado um gênio da dramaturgia.

Quem já está na batalha ou já estuda teatro há algum tempo, já deve ter se deparado com rubricas indicando a forma como tal fala deveria ser entregue. Ok, com todo respeito aos dramaturgos, acredito que este trabalho seja do ator. Até porque às vezes você encontra rubricas do tipo "com intenção"... Mas, qual intenção? Essas indicações acabam por prender atores inexperientes na forma. Indicações como "com raiva", "chorando" ou "irônica", podem indicar um texto com lacunas, ou personagens sem clareza de personalidades.

O motivo de expor isso, é o fato de não encontrar nenhuma dessas indicações no texto de Shakespeare. No máximo, ele indica as marcações cênicas, como "Hamlet entra" ou "Ofélia sai", e se limita a isso, pois o texto já transmite toda a "intenção" pretendida pelo autor.

Claro, não dá pra comparar toda e qualquer dramaturgia com a escrita pelo inglês, mas o que proponho aqui é uma reflexão das tão conhecidas rubricas nos textos teatrais. Elas não são regras e nem estou dizendo que são algo ruim de se ter no texto, mas acredito que elas podem sim limitar o trabalho de criação do ator. Como disse anteriormente, um ator inexperiente pode ficar preso em uma emoção, uma intenção ou em uma demonstração destas, resultando numa atuação fraca e sem verdade.

Também não estou dizendo que os textos e autores que usam desse recurso não são bons, mas insisto em dizer que sem ele, o ator teria uma maior liberdade, ainda dentro do personagem e respeitando a obra, de criar as nuances que dão vida ao ser que só existe na mente do autor.

Um exercício interessante, pode ser ignorar as rubricas e indicaões de intenções no texto e ver o resultado da fala, com a sua própria criação, ainda com base nos dados de personalidade da personagem e nas idéias impícitas do texto.

Para algumas pessoas isso pode parecer bem óbvio, mas é um pouco desesperador quando vou a uma peça e vejo decoradores de texto e declamadores, vomitando verdadeiras jóias da dramaturgia, sem fazer idéia do que estão falando.

Vá além do que está escrito, procure conhecer a vida e obra do autor, o que ele realmente estaria querendo dizer com aquele texto. Afinal, a vida está cheia de idéias implícitas na comunicação interpessoal.

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