Cinemateca Brasileira não tem cargo prometido por Bolsonaro a Regina Duarte

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Postado em: 21 / 05 / 2020 [08:45 am]

Ao anunciar o afastamento da atriz Regina Duarte do comando da Secretaria Especial de Cultura nesta quarta (20), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que ela iria para a Cinemateca Brasileira, responsável pela preservação e difusão do patrimônio audiovisual brasileiro.


Questões jurídicas podem dificultar a ida da atriz para a instituição, no entanto. isso porque a Cinemateca Brasileira deixou de ser administrada diretamente pelo governo federal há quatro anos, quando teve sua gestão transferida para uma organização social, a Acerp, Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto. O modelo usa características de administração privadas em entidades públicas.


O cargo prometido a Regina Duarte, no entendo, não existe na Cinemateca. Nada impede que a própria Acertp contrate diretamente Regina, porém, uma das principais características do modelo das organizações sociais é a autonomia de gestão.


Internamente, o principal cargo existente que poderia ser ocupado por Regina é o de superintendente da Cinemateca, hoje ocupado por Roberto Barbeiro, indicado pelos Republicans, que conta com a benção do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal.
Lembrando que a Cinemateca Brasileira hoje está ameaçada por falta de recursos e teve parte de seu patrimônio já perdido em um incêndio.


Fonte: Folha de São Paulo